Como otimizar as despesas com contratações em PMEs?

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Pois é, um cenário bastante comum no mundo dos negócios é a expansão da empresa e a consequente necessidade de agregar novos colaboradores para ajudar o empreendimento a conquistar bons resultados.

 

Precisar de mais profissionais dentro da empresa é sinal positivo, já que isso significa que os negócios estão a todo vapor, porém, a etapa da contratação é muito mais complexa do que parece. Todo o processo exige uma boa dose de planejamento, e é preciso que o gestor trace estratégias certeiras para encontrar o profissional com o perfil ideal para preencher a vaga na empresa.

 

Vale lembrar que contratar um funcionário também é um processo custoso, permeado por uma série de exigências legais que precisam ser rigorosamente respeitadas para que a empresa tenha sinal verde para continuar operando regularmente.

 

Neste artigo, explicamos como o gestor calcula todos os custos relacionados à contratação de um novo funcionário; e indicamos caminhos para que empresa possa se organizar financeiramente. Também trazemos algumas dicas valiosas sobre como realizar um processo seletivo assertivo, evitando dores de cabeça desnecessárias. Então vamos lá?

 

Quais gastos o empregador deve ter em mente ao trazer um novo funcionário para o time da empresa?

 

a) Encargos que entram na folha de pagamento

 

Para que sua empresa não tenha problemas contábeis e nem fiscais é preciso estar de olho nos encargos que entram no holerite dos funcionários – que devem ser devidamente registrados de acordo com o regime CLT. Lembre-se que o valor dos encargos trabalhistas não raro somam três vezes o salário básico pago a um empregado. Portanto conte, principalmente, com os seguintes custos (além do salário):

 

* 13° salário;

* Férias (1/3 constitucional do salário);

* Vale-transporte ou ajuda de custo relacionada à locomoção;

* Vale-alimentação;

* Horas extras (que podem ser incorporadas ao holerite e ao 13° salário);

* Contribuição Previdenciária;

* Ajustes salariais (que variam de acordo com a atualização proposta anualmente);

* Gastos com faltas ou possíveis afastamentos por motivos diversos.

 

Além desses 8 gastos gerais, algumas empresas investem no bem-estar de seus colaboradores, oferecendo-lhes uma série de benefícios, como o seguro de vida e plano de saúde empresarial.

 

Apesar de serem gastos que devem ser computados no valor final da contratação, oferecer esse tipo de seguridade ao funcionário garante a valorização, tanto do profissional contratado, quanto da empresa como um todo, posicionando-a positivamente como um negócio que preza pela qualidade de vida se seus colaboradores.

 

Além do salário, os benefícios atraem profissionais capacitados e evitam a alta rotatividade de empregados dentro da empresa (e os custos com novas contratações, consequentemente).

 

b) Gastos com a adaptação e capacitação do novo funcionário

 

Uma empresa que deseja manter uma curva ascendente e se posicionar cada vez melhor no mercado deve contar com uma equipe de profissionais bem qualificada. Gastos com cursos, atualizações e treinamentos para operar softwares mais modernos, por exemplo, podem ser verdadeiros investimentos.

 

Propor planos de carreira e até promoções – a depender do tamanho do empreendimento – também são importantes para reter talentos e aproveitar o know-how dos bons profissionais.

 

c) Custo para a empresa em caso de demissão

 

Por mais pessimista que possa parecer, também é preciso que o empreendedor considere os gastos que terá em caso de rescisão. Esse custo pode variar de acordo com o tempo de trabalho do funcionário na empresa.

 

Antes de demitir um funcionário é preciso pensar também no aviso prévio, que agrega mais 1/12 de férias e 1/12 do valor do 13°. Esse e outros valores devem ser obrigatoriamente pagos ao funcionário, caso contrário, a empresa estará operando irregularmente e corre o risco de sofrer processos trabalhistas bastante custosos.

 

d) Custo do processo seletivo

 

Por fim, é preciso considerar também o custo que a seleção em si traz ao empreendedor. Mesmo no caso das PMEs, é preciso dedicar bastante atenção a essa etapa da contratação. Alguns empreendedores optam por confiar na própria intuição na hora de escolher um candidato. Gostar do profissional é importante, mas é preciso ir além para escolher uma pessoa que esteja disposta a contribuir com o crescimento da empresa.

 

E é por isso que alguns gestores optam pela contratação de empresas especializadas na elaboração de processos seletivos exclusivos para cada negócio. Pode parecer um gasto extra dispensável, entretanto, acertar na escolha do funcionário pode economizar muito tempo. Pode ser interessante considerar essa opção, portanto.

 

Vale lembrar que, antes de mais nada, é preciso que o gestor defina o perfil solicitado pela vaga. Quem é o profissional que a empresa pretende contratar? Qual a sua formação, seus atributos profissionais e quais qualidades pessoais são valorizadas. Com base nos perfis, o avaliador deve buscar o candidato que melhor se encaixa no trabalho levando em consideração os valores da empresa também.

 

Na hora da contratação, é importante apostar na transparência. Coloque na mesa qual o salário, os benefícios, o que é esperado do funcionário e esteja sempre aberto para ouvi-lo também. Seguindo essas sugestões fica muito mais fácil manter uma relação duradoura e saudável com a equipe da empresa!

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